segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Biografias

Da cobertura urbana aos temas sociais, Paula Litaiff constrói atuação voltada à Amazônia

Natural de Manaus, Paula Litaiff desenvolveu uma carreira que começou nas redações e se ampliou para a análise política, a pesquisa sobre mulheres indígenas, a produção audiovisual e a direção da Rede Cenarium.
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A trajetória profissional de Paula Litaiff começou nas redações de jornais de Manaus e se ampliou para diferentes áreas da comunicação. Jornalista amazonense, ela atuou como repórter, comentarista, pesquisadora e gestora editorial. Ao longo desse percurso, passou a concentrar sua produção em temas relacionados à sociedade, à política, aos direitos humanos e à cultura da Amazônia.

Natural de Manaus, Paula é mestre em Sociedade e Cultura da Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), fundadora da Rede Cenarium e diretora-geral da Revista Cenarium. Seus perfis institucionais registram cerca de duas décadas de experiência em Comunicação Social.

A atuação reúne o trabalho de apuração jornalística, a interpretação de acontecimentos políticos, a produção acadêmica e a coordenação de um projeto de comunicação sediado na Amazônia.

Experiência nas redações de Manaus

Antes de assumir funções de direção e pesquisa, Paula trabalhou como repórter nos jornais Diário do Amazonas, A Crítica e Amazonas Em Tempo. Nesse período, passou pelas editorias de Polícia, Cidades e Política, áreas que a colocaram em contato com acontecimentos da vida urbana, temas de segurança pública e disputas relacionadas ao poder político no Amazonas.

A experiência nas redações formou uma base profissional ligada à cobertura cotidiana e à apuração de acontecimentos locais. O trabalho também envolveu assuntos que exigiam acompanhamento de instituições públicas, autoridades e diferentes grupos sociais.

Essa passagem pelo jornalismo diário foi seguida por atividades em rádio e televisão. Paula atuou como comentarista na TV NC News, na Rádio BandNews e na TV Onda Digital. O currículo registra ainda colaborações com O Globo, Estadão e UOL.

A presença nesses veículos conectou a experiência construída no Amazonas a espaços de comunicação destinados a públicos de outras regiões do país.

Formação voltada à sociedade e às instituições

A formação de Paula Litaiff combina o jornalismo com áreas relacionadas às políticas públicas, à defesa de direitos e à análise das relações de poder. Além da graduação em Jornalismo, ela possui especialização em Gestão Social: Políticas Públicas e Defesa de Direitos.

O perfil publicado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) também registra especialização em Ciências Políticas. Esses campos integram a base de formação utilizada para acompanhar instituições, desigualdades sociais e disputas políticas.

Na pós-graduação, Paula desenvolveu o mestrado em Sociedade e Cultura da Amazônia, pela Ufam. A pesquisa foi direcionada à resistência de mulheres indígenas Kokama, com atenção às lideranças femininas do Parque das Tribos, em Manaus.

O estudo aproximou sua experiência jornalística de uma investigação acadêmica sobre organização social, identidade e atuação de mulheres indígenas em um território específico da capital amazonense.

Do caso Wallace Souza à produção audiovisual

Um dos trabalhos de sua trajetória com circulação internacional foi a participação na série documental “Bandidos na TV”, conhecida em inglês como “Killer Ratings” e disponibilizada pela Netflix.

A produção aborda o caso Wallace Souza, no Amazonas. Paula participou como uma das profissionais que narraram os acontecimentos à equipe do documentário, contribuindo com a experiência acumulada na cobertura jornalística do caso.

A participação levou parte de sua atuação profissional a uma produção audiovisual de alcance internacional, sem afastá-la da cobertura de temas relacionados ao Amazonas e à imprensa regional.

Em junho de 2025, a Ufam divulgou um vídeo documental relacionado à dissertação de mestrado de Paula. O material aproximou a pesquisa universitária da linguagem audiovisual e apresentou outra forma de circulação do estudo sobre as mulheres Kokama do Parque das Tribos.

A criação da Rede Cenarium

Na gestão da comunicação, Paula Litaiff fundou a Rede Cenarium, projeto sediado na Amazônia que reúne revista eletrônica, revista impressa, agência de notícias e TV web.

À frente da estrutura, sua função passou a incluir a direção de equipes, a organização de projetos editoriais e o acompanhamento de diferentes formatos de produção. A atividade ampliou o trabalho que antes estava concentrado na produção individual como repórter ou comentarista.

A cobertura da Cenarium inclui questões socioambientais, povos tradicionais, direitos humanos, reportagens investigativas e jornalismo de dados. Esses temas estão relacionados ao território amazônico e às decisões políticas e econômicas que afetam suas populações.

A rede conta com profissionais em diferentes cidades da Amazônia brasileira. A estrutura reúne produção jornalística, distribuição de conteúdo e organização editorial em torno de assuntos regionais.

Pesquisa acadêmica e questões sociais

A produção de conhecimento passou a ocupar espaço permanente no percurso profissional de Paula. Ela é coorganizadora da obra “Gênero, Trabalho e Lutas na Amazônia”, conforme informações divulgadas pela Abraji e pelo Festival 3i.

A publicação acrescenta à carreira uma frente relacionada à elaboração e à circulação de estudos sobre questões sociais amazônicas. O tema também se conecta à pesquisa de mestrado sobre mulheres indígenas Kokama e à produção de entrevistas e editoriais.

Como autora, Paula mantém textos sobre política, democracia, representatividade, questões ambientais e desinformação. Entre os assuntos abordados estão a emergência climática, a participação indígena na política, as desigualdades de gênero e os efeitos da inteligência artificial sobre a informação e o debate eleitoral.

A variedade temática aparece tanto na produção jornalística quanto na atividade editorial. Os textos tratam de problemas regionais e de discussões que alcançam o cenário político e social brasileiro.

Segurança na cobertura de áreas de conflito

Em julho de 2025, Paula participou como palestrante do 20º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, em São Paulo. Ela integrou uma mesa sobre segurança de jornalistas e fontes na Amazônia.

Durante o encontro, apresentou experiências e protocolos adotados pela Cenarium em coberturas realizadas em áreas de conflito. A discussão incluiu a avaliação de riscos antes do trabalho de campo e a consideração da experiência dos profissionais enviados a territórios sensíveis.

O tema passou a fazer parte de sua atuação na gestão editorial. Além de definir pautas e acompanhar a produção, a direção de equipes envolve a criação de condições para que jornalistas e fontes sejam considerados no planejamento de coberturas investigativas.

A participação no congresso também relacionou sua experiência de campo às responsabilidades de coordenação de um veículo que trabalha com assuntos socioambientais, direitos humanos e conflitos territoriais.

Reconhecimento e continuidade da atuação

Em 2025, Paula Litaiff foi indicada ao prêmio 100+ Admirados Jornalistas Brasileiros, promovido pelo Portal dos Jornalistas e pelo informativo Jornalistas&Cia. A indicação integrou o processo de votação da premiação.

O registro ocorreu em um momento em que sua atividade estava distribuída entre a direção da Rede Cenarium, a produção de textos, a participação em debates profissionais e a pesquisa acadêmica.

Seu percurso reúne funções que, embora distintas, mantêm a Amazônia como eixo recorrente. A reportagem acompanha acontecimentos e personagens; o comentário e os editoriais interpretam temas políticos e sociais; a pesquisa investiga questões específicas da região; e a gestão organiza equipes, formatos e projetos de comunicação.

Da cobertura de Polícia, Cidades e Política nos jornais de Manaus à pesquisa sobre mulheres Kokama e à direção de uma rede de comunicação, Paula Litaiff construiu uma carreira marcada pela combinação entre jornalismo, formação acadêmica e atuação editorial. O conjunto registra diferentes formas de produzir e distribuir informação sobre a Amazônia.

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